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A Escócia é o último laboratório de Ancelotti

O Partiu Copa traz atualizações sobre Neymar na Copa do Mundo Não é novidade que a Seleção Brasileira chegou à Copa do Mundo com um time ainda em formação, levando a outros patamares a falta de planejamento. Portanto, é compreensível (e necessário) que Carlo Ancelotti tente encontrar uma estrutura de equipe o quanto antes -- poucos dias depois de enfrentar a Escócia já há confronto eliminatório,…

A Escócia é o último laboratório de Ancelotti
Quelle: Globo Esporte — Futebol

O Partiu Copa traz atualizações sobre Neymar na Copa do Mundo Não é novidade que a Seleção Brasileira chegou à Copa do Mundo com um time ainda em formação, levando a outros patamares a falta de planejamento. Portanto, é compreensível (e necessário) que Carlo Ancelotti tente encontrar uma estrutura de equipe o quanto antes -- poucos dias depois de enfrentar a Escócia já há confronto eliminatório, então estamos dançando em meio às labaredas. A minha angústia, provavelmente compartilhada com alguns milhões de brasileiros, está no fato de que a atuação contra o Haiti parece ditar os rumos dessa construção às pressas de uma equipe. E não deveria ser assim, pois a fragilidade haitiana oferece parâmetros pouco confiáveis para as (poucas) evoluções apresentadas naquele jogo. A entrada de Paquetá ajudou a povoar o meio-campo, uma demanda urgente, mas mesmo assim o setor ainda carece de solidez. Matheus Cunha funcionou muito bem como atacante centralizado, recuando e avançando quando necessário. Mas lembremos: contra o Haiti. E algumas coisas nem assim funcionaram: Casemiro mostrou-se ineficiente na saída de bola e na proteção à defesa. Brasil x Haiti REUTERS/Dylan Martinez A impressão é que Carlo Ancelotti quer acreditar no seu rascunho de time a qualquer custo -- e aí mora a semente do desespero. Tanto que, após a preocupante atuação da estreia, diante de Marrocos, resolveu promover mudanças, mas foi conservador demais. Danilo ocupou a vaga de Ibañez na lateral e Matheus Cunha entrou no lugar de Igor Thiago. É quase nada diante da empreitada que espera o Brasil daqui a alguns dias. O jogo desta quarta-feira, contra a Escócia, é a última oportunidade de tentar ajustar a equipe -- depois será apenas pedreira, em maior ou menor intensidade. É verdade que o primeiro lugar do grupo está em jogo, mas Carlo Ancelotti poderia entregar-se mais à ousadia, na tentativa de encontrar um time um pouco menos comum do que esse que estamos vendo. É a primeira vez que Neymar será relacionado para jogar nesta Copa, mas ele deve entrar apenas no decorrer da partida, se as circunstâncias permitirem. Ancelotti, sobre utilização de Endrick contra a Escócia: "Tem capacidade pra jogar" Na entrevista coletiva desta terça-feira, Ancelotti não deu muitas pistas sobre a escalação, mas fez elogios a Rayan, nome cotado para substituir o lesionado Raphinha. Outra alternativa lógica seria Luiz Henrique. Por fora, corre Endrick -- e essa seria uma escolha mais atrevida na busca por um diferencial que a Seleção ainda não encontrou, oferecendo poder de fogo ao ataque e também uma alternativa para desafogar Vinicius Jr, o único protagonista do time até agora. Mesmo uma formação sem Casemiro (com Fabinho ou Danilo Santos) poderia ser experimentada, na busca por mais dinamismo ao meio-campo. Carlo Ancelotti não tem nada de ingênuo. Sabe que a goleada sobre o Haiti oferece mais conforto do que respostas. É provável que entenda a exata dimensão que aquela atuação merece. O que saiu bem não deve ser superestimado, e o que foi mal precisa de atenção urgente. Porque a Escócia é apenas o próximo desafio. Os grandes problemas esperam o Brasil logo ali na frente. Radar da Seleção monta possível escalação do Brasil contra a Escócia
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