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Colômbia acha soluções e desamarra o confronto contra Congo

Não são poucos os jogos que tiveram seus enredos transformados com a parada para hidratação na metade de cada tempo nesta Copa do Mundo. A história da segunda vitória da Colômbia na competição passa por isso. Os sul-americanos foram muito bem até a pausa na metade do 1º tempo. Depois passaram a ter muitas dificuldades, que acabaram superadas na reta final da partida. A vitória magra é justa com o…

Colômbia acha soluções e desamarra o confronto contra Congo
Fuente: Globo Esporte — Futebol

Não são poucos os jogos que tiveram seus enredos transformados com a parada para hidratação na metade de cada tempo nesta Copa do Mundo. A história da segunda vitória da Colômbia na competição passa por isso. Os sul-americanos foram muito bem até a pausa na metade do 1º tempo. Depois passaram a ter muitas dificuldades, que acabaram superadas na reta final da partida. A vitória magra é justa com o time que foi superior por mais tempo. Mesmo com o acerto defensivo dos africanos, os Cafeteros não deixaram de martelar em busca do gol. Conseguiram mais imposição física com Jhon Córdoba entre os zagueiros e tiveram em Quintero um meia mais participativo no 2º tempo. Os congoleses estiveram bem abaixo do que apresentaram contra Portugal. Escalações Néstor Lorenzo e Sébastien Desabre repetiram as mesmas escalações que Colômbia e República Democrática do Congo estrearam na Copa. Puerta foi mantido no meio-campo colombiano. E o 5-3-2 dos africanos também esteve presente. Como Colômbia e RD Congo iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo K da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo A Colômbia conseguiu envolver com muita naturalidade a defesa congolesa nos minutos iniciais. Ocupou muito bem a intermediária ofensiva, sem fixar posições, mas deixando cada setor com uma opção de passe. Os jogadores se encontravam, faziam combinações, e eram agressivos contra a meta de Mpasi. Até a pausa para hidratação o goleiro já havia feito cinco defesas, três com grau alto de dificuldade. Os colombianos encontraram liberdade para arrematar de média distância. Fruto dos espaços entre o trio de meio-campistas africanos e da inferioridade numérica da equipe no setor. Puerta, Arias, James, Lerma e até Luis Diaz ou Mojica transitavam pela intermediária. Muñoz chegou a ter um gol anulado. O lateral dava largura ao time pela direita, mas também atacava a área quando a jogada terminava pela esquerda. Os movimentos de infiltração eram agressivos como um todo. Congo tinha um ritmo mais arrastado com e sem a bola. Ao contrário do jogo contra Portugal, não entraram em campo com uma proposta prioritariamente reativa, mas foram dominados. Colômbia x RD Congo - Copa do Mundo REUTERS/Raquel Cunha Durante a parada para hidratação, Desabre fez dois ajustes. O primeiro foi trazer o atacante Yoane Wissa para marcar um pouco mais atrás, igualando numéricamente os jogadores de meio da Colômbia. O outro foi fazer com que os alas saltassem da última linha para combater os laterais ou quem ocupasse o flanco do campo. Desta forma a criação colombiana minguou e o ritmo caiu. Congo viu sua posse de bola crescer um pouco mais e o time ganhou terreno, mas não foi nem sombra do coletivo agressivo que empatou com Portugal. Houve lentidão na troca de passes, muita previsibilidade e até insegurança nas tomadas de decisão perto da área. Com exceção de um chute de Edo Kayembe no primeiro minuto, os africanos não assustaram a meta de Camilo Vargas. Sadiki substituiu o apagado Mukau no intervalo, mas quem voltou a brilhar no início do 2º tempo foi o goleiro Mpasi. Ele pegou um chute cruzado de Luis Diaz e salvou os Leopardos em lance oriundo de um rebote de escanteio pela direita. Apesar da chance, a Colômbia não repetia o que fez na 1ª etapa. Rondava a área com frequência, mas seguia travada na agora ajustada marcação congolesa. O time africano já começava, inclusive, a encaixar alguns contragolpes em virtude desse acerto. Desabre sacou o apagadíssimo Bakambu para a entrada de Banza. Pouco depois tirou Edo Kayembe e Masuaku para pôr Joris Kayembe e Pickel. Nos Cafeteros, James Rodriguez e Luis Suárez saíram para que Quintero e Jhon Córdoba fossem ao gramado. Lionel Mpasi - Colômbia x RD Congo - Copa do Mundo REUTERS/Raquel Cunha Em um jogo amarrado, que passou a ficar marcado pela dificuldade para vencer duelos contra os zagueiros congoleses, a fisicalidade de Jhon Córdoba foi fundamental. Após bolas retomadas por Arias e Lerma no campo de ataque, o centroavante recebeu de Quintero, ganhou de Kapuadi no corpo e a bola encontrou Daniel Muñoz dentro da área. O lateral fez mais um gol importante para a Colômbia. A República Democrática do Congo se lançou ao ataque com um ímpeto inédito no jogo. Mbuku entrou para gerar mais agressividade e quase marcou em chute forte da entrada da área. Camilo Vargas salvou! Apesar desse lance e de uma cabeçada perigosa de Mbemba nos acréscimos, a Colômbia também teve oportunidades para ampliar. Luis Diaz teve dois gols anulados! O triunfo deu aos colombianos o direito de empatar com Portugal na última rodada. Desta forma serão líderes do Grupo K. Congo tem boas chances de classificação. Se vencer o Uzbequistão chegará a quatro pontos e certamente passará de fase, no mínimo, como um dos oito melhores terceiros colocados.
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