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Ferrolho ganês paralisa o poderoso ataque inglês

A excelente estreia da Inglaterra na Copa do Mundo 2026 aumentou o foco de atenção para a equipe de Harry Kane e Bellingham, mas o favoritismo contra Gana não foi confirmado na tarde desta terça-feira, em Houston. O time africano superou a disparidade entre as equipes com uma retranca que só foi furada no final do 2º tempo. E aí faltou precisão ao principal centroavante do mundo hoje. Harry Kane…

Ferrolho ganês paralisa o poderoso ataque inglês
Fonte: Globo Esporte — Futebol

A excelente estreia da Inglaterra na Copa do Mundo 2026 aumentou o foco de atenção para a equipe de Harry Kane e Bellingham, mas o favoritismo contra Gana não foi confirmado na tarde desta terça-feira, em Houston. O time africano superou a disparidade entre as equipes com uma retranca que só foi furada no final do 2º tempo. E aí faltou precisão ao principal centroavante do mundo hoje. Harry Kane teve a bola do jogo em seus pés aos 85 minutos, mas isolou, algo raro em sua carreira. É necessário exaltar o grande desempenho dos africanos para proteger a área, principalmente o quarto-zagueiro Opoku. Thomas Partey também teve grande atuação, e o goleiro Asare esbanjou segurança. O resultado deixa Gana muito perto da classificação. Escalações Thomas Tuchel mexeu na sua linha defensiva. Stones e O´Reilly começaram no banco de reservas. Guéhi entrou na zaga e Spence fez a lateral-esquerda. Carlos Queiroz contou com o retorno de Partey ao meio-campo. Sibo entrou no setor também. Owusu foi sacado. No gol, Asare foi o titular. No ataque, Iñaki Williams entrou na ponta-direita. Sulemana e Nuamah ficaram no banco de reservas. Como Inglaterra e Gana iniciaram o duelo válido pela 2ª rodada do Grupo L da Copa do Mundo 2026 Rodrigo Coutinho O jogo O fato de Gana ser comandada por Carlos Queiroz já dava o tom do que poderia ser o cenário da partida, e ele não demorou nada para se confirmar. O time africano não teve nenhum pudor em recuar o bloco de marcação e esperar a Inglaterra. Os espaços estavam bem fechados, os setores compactos, e havia sempre agressividade no combate a quem tinha a bola nos pés. Os ingleses buscaram circular rapidamente de um lado a outro, mas os adversários faziam a flutuação de seu bloco defensivo com velocidade. Era difícil gerar alguma situação de mano a mano. Ou conexões para entrar na área em condições de finalizar. Tuchel manteve quase sempre bem abertos os pontas. Eliott Anderson ficou mais fixo, próximo aos zagueiros. Reece James e Spence trabalhavam mais voltados ao centro, evitavam ultrapassar tanto a linha da bola. Havia a nítida preocupação em não dar muito campo de contragolpe e Semenyo e Iñaki Williams. Rice e Bellingham buscaram trabalhar entrelinhas, fizeram movimentos de infiltração entre zagueiros e laterais, tentaram a conexão ou simplesmente um ''arraste'' de cobertura para os pontas fazerem as jogadas. Gordon foi totalmente anulado por Senaya. Madueke conseguiu levar vantagem em dois lances pela direita. Em ambos, no entanto, a finalização de quem recebeu o passe na área não ocorreu. Inglaterra x Gana Harry Kane FRANCK FIFE / AFP Harry Kane não tinha o espaço de circulação que costuma ser influente. Recebeu apenas uma bola para finalizar, mas acabou travado. A dupla de zaga ganesa esteve impecável na proteção da área. Os volantes extremamente coordenados. As Estrelas Negras não conseguiram contra-atacar em virtude do ótimo trabalho de transição defensiva feito pelos ingleses. Altamente discipinados e firmes. Em nenhum momento do 1º tempo a posse de bola de Gana beirou os 30%, mas o time fez pouca ligação direta. Evitou colocar seus jogadores no campo de ataque para pôr a pelota em disputa. Não queria dar o contragolpe para a Inglaterra. Tentou algumas retenções com Jordan Ayew e Semenyo, que duelaram bastante fisicamente contra Guéhi, Konsa e Reece James. Num raro avanço de Senaya pela direita, nos primeiros minutos do 2º tempo, Gana assustou de verdade pela primeira vez no jogo. A resposta inglesa veio na sequência, em boa tabela entre Gordon e Spence pela esquerda. Mais uma vez a linha defensiva africana mostrou-se atenta para bloquear finalizações. Seja em bolas paradas aéreas ou em jogadas pela esquerda, mais rotineiras com o crescimento de Gordon, a Inglaterra conseguiu um pouco mais de risco ao se aproximar da área. Saka e O´Reilly entraram nos lugares de Gordon e Spence aos 20 minutos. Madueke foi para a ponta-esquerda. Em Gana, Prince Adu e Fatawu Issahaku substituíram Jordan Ayew e Iñaki Williams. Opoku e Bellingham durante Inglaterra x Gana REUTERS/Pilar Olivares O volume inglês manteve a crescente. Harry Kane fez Asare trabalhar em finalização da entrada da área. Canhoto pela esquerda, Madueke passou a explorar a linha de fundo no setor. Tuchel não demorou a fazer mais trocas. Bellingham, apagado desta vez, foi substituído por Rogers. Eze foi mais um a entrar no lugar de Eliott Anderson. Declan Rice passou a ser o primeiro volante. O time perdeu o bom momento ofensivo que começava a viver, demorou a se reencontrar depois das trrocas. A dificuldade para finalizar voltou, e quase que Gana conseguiu abrir o placar em contragolpe puxado por Fatawu Issahaku, que entrou bem mais uma vez. Prince Adu perdeu ótima chance. Rashford no lugar de Madueke foi a última cartada do banco britânico. A partir dos 40 minutos os ingleses conseguiram voltar a finalizar, e viram uma sequência de arremates não entrar de forma quase inacreditável. Asare fez ótima defesa em chute preciso de Saka. O´Neill acertou uma cabeçada no travessão, e Harry Kane perdeu um gol incrível na pequena área. O time europeu ainda pressionou na base do abafa. Carlos Queiroz botou mais dois defensores dentro da área e garantiu o festejado empate para as Estrelas Negras.
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